sábado, 25 de junho de 2011

Japinha virtual...

Um grupinho teen do Japão chamou atenção em um comercial porque uma das integrantes era, na verdade, um mix das feições de todas as outras integrantes... Logo, não existia.

Foi meio decepcionante para os japoneses que foram arrebatados pela candura da menina.



Cá pra nós - não querendo parecer pedófilo nem nada - mas as outra meninas, individualmente, também são bonitinhas.
Nem precisava de tanta decepção...
OBS: A menina virtual tem um lado do rosto diferente do outro... Nem é tão legal assim.

Têm coisas que só os japoneses fazem.
E só os japoneses pra ainda se decepcionarem com a criação dos próprios japoneses.
(A música fica na cabeça também... embora não façamos ideia do que seja dito).

terça-feira, 21 de junho de 2011

Não deixe de sonhar

Mais uma do rabugento otimista.

Essa música sintetiza bem o clima de tudo que tá rolando...
E digo "tá rolando" porque esse é o tom da música.
Uma vibe. Um jammin´.

Sim... É o reggae "comercial" do Chimarruts.
Em uma música simples.
Mas se é na simplicidade que ela já diz tudo, é ela que tem que rolar...

E se alguém te encontrar e perguntar por mim...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ar Mar Ação...

Bafos, cascatas e armações!
A voz de Nara Gil surgia do aparelho de TV e as noites de sexta-feira melhoravam...
Uma ou duas vezes por mês, a imaginação corria solta na cabeça do menino de classe média, que saía pela janela do prédio em Botafogo e mergulhava sem paraquedas.
De asa-delta, a plainar...



Lembro da noite em que vi a primeira aventura da turma da Armação Ilimitada.
Esse piloto... Em episódio especial da Sexta Super.

Como parte da geração oitentista, vivenciei cada momento de cada episódio posterior...
Cada investida e ideia genial (de olho na gata e na grana) do malandro Lula.
Cada cantada, meditação e golpe de caratê do inconstante Juba.
Cada citação, reportagem e encrenca da multifacetada Zelda Scotti.
Cada descoberta, piada e paquera do pequeno (pra eles) Bacana.
Cada sanduíche, loucura e conselho da loba Ronalda Cristina.
Cada participação e transformação "chocante" do Chefe.
E cada narração e música apresentada pelo(a) Black Boy.

Na época, como já tínhamos um vídeo cassete, gravava os episódios e revia dezenas de vezes, com ou sem a minha irmã.
Como as fitas eram poucas, a gente acabava desgravando com o tempo...
E fui perdendo-os aos poucos.

Após a exibição normal da série, lembro que houve mais duas reprises...
Uma na própria Rede Globo, nos domingo de manhã. Na década de 90.
Depois, na década passada, no Multishow.

Há uns dois anos, eu comprei o box com DVDs.
Embora alguns episódios que foram marcantes estivessem na caixa, nem todos estavam lá... Mas revi apenas esses dez episódios, escolhidos pelo diretor Guel Arraes, com a memória trabalhando pra reviver os demais.



Só agora, que a série começou a ser reprisada no Canal Viva, resolvi correr atrás de torrents da série. Consegui baixar todos os episódios exibidos no Multishow (que não exibiu apenas o último ano da série) e rever muitos dos que lembrava.

Todos sabem...
A Armação era uma série com uma nova linguagem, um novo formato.
Uma proposta jovem... Não apenas em tema, mas em essência.
E que acabou se moldando com o tempo para o público que mais comprou a fórmula: as crianças.

Mas embora muitas mensagens fossem realmente para esse público, hoje vejo como muita informação não era compreendida. Metáforas, paródias ou simples deboches e citações, que iam muito além do que a infância podia alcançar.

Muitas vezes os autores faziam apenas a piada pela piada.
Mas se pensarmos num Brasil em plena abertura política, pré-Constituinte, recém-saído de uma ditadura e de uma censura ferrenha, não é de se estranhar que a liberdade de criação fosse estimulada.
Muito mais do que hoje em dia...

O que nos faz pensar...
Hoje, se houvesse a proposta de uma série em que uma jovem jornalista namorasse com dois surfistas ao mesmo tempo e que tudo fosse vivido sob o olhar de um menino de rua, adotado pelo grupo, certamente o juizado de menores cairia em cima. E, se houvesse série, tudo seria exibido depois das 23 horas, horário mais indicado para fugir da audiência infantil. Sem a força das crianças, a série não passaria do primeiro ano.

Não sei...
Muita coisa melhorou, é claro.
Muitas ferramentas e meios ajudam hoje o nosso cotidiano.
Mas vivemos distantes dos outros e da vida.
Vivemos um moralismo involuído.
Uma excesso de tato e, ao mesmo tempo, uma falta de aproximação.

Essas tramas encontradas não me levaram ao saudosismo, porque isso já nem me toca tanto. Esses episódios escondidos levaram-me à constatação de que muito daquela ideologia (que ali era meramente ficcional, mas que espelhava algo real e maior) se perdeu.

Não era inocência, pelo contrário.
Era sim uma permissividade... Mas uma permissividade sadia, repleta de simplicidade, que não combatia moral nem acreditava viver sem ela (as mensagens com fundo moral estavam lá, escancaradas e auto-ironizadas), mas que fazia questão de lembrar aos jovens e pequenos da importância de se viver com liberdade. Liberdade que começava a ser reconquistada e valorizada.
Liberdade de expressão, de criação, de opinião e, principalmente, de ir e vir...
De decidir o que se quer pra si.
De seguir ou não o padrão, o sistema e a convenção.

Tudo voltado para um mundo mais saudável, mais preservado, mais imaginativo, mais lúdico e essencialmente mais feliz.
A vida plena, como uma história ("...que poderia acontecer a qualquer um de vocês...") repleta de possibilidades, com armações e alegrias ilimitadas.

Enquanto o mundo rola, enquanto rola o som...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tudo é possível...

Deixar uma mensagem positiva.
Por incrível que pareça, esta tornou-se a máxima do blog rabugento.

Já me disseram algumas vezes que não sou rabugento.
Mas sei que tenho os meus muitos momentos de rabugice.
Em todo caso, sou aquele que está sempre buscando renovação.
Inclusive de humor.
Nem sempre encontro, mas a busca por si só já é muito válida.

Hoje resolvi deixar apenas a mensagem do Estereograve.

Há dois meses livrei-me de uma "algema invisível".
E recomecei... Do início (o que é uma redundância, mas como nem sempre fazemos... Geralmente, tentamos recomeçar do meio e insistir em erros).

O caminho voltou.
E tive uma conversa boa naquele momento, com um amigo que também recomeçou.
Foi importante ver que ainda existem pessoas que tentam manter-se vivas.
Manter a sanidade, a criação e as possibilidades.

A sorte é importante.
Mas continuo tentando trazê-la, ao invés de esperar por ela.
"Mostrando ao destino o que é melhor..."

O mundo nos espera outra vez...



OBS: Música de estúdio sobre imagens de show... Sem ser um videoclipe. Porque o importante é o que ela diz...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Paul McCartney, família e outras presenças

Meio tarde pra falar do show do Paul McCartney.
Meio tarde pra falar da alegria do dia.
Mas vale lembrar alguns momentos.


Domingo, eu estava lá.
E várias outras pessoas... Milhares.
Mas as pessoas que trazia comigo não eram muitas.
Além da família Braga, bem representada por mãe, irmã, cunhado, tios e primos, meu avô também foi conosco. Porque não teve como deixar de lembrar dele, vendo filhos e netos reunidos. Minha avó ficou em casa, porque não tem mais idade para sair por aí, pegando metrô, correndo por plataformas de trens. Além disso, show de rock é para a juventude. Mas meu avô esteve lá, de alguma forma.

Além dele, quem apareceu também foi a Cássia... Ouvir "I´ve got a feeling" e "Get Back" da voz de um beatle já é lembrar dos Beatles. Mas as versões da Cássia Eller foram comigo. Considerando que há 21 anos ela não era conhecida, e sem saber se ela conseguiu ir àquele show no Maracanã, tive a certeza de que ela era uma que deveria estar por ali, aproveitando a chance de ver um beatle no Brasil. Provavelmente, estava circulando pela pista prime, pra ver mais de perto. Entre alguém que segurava uma plaquinha com um "Na", e outro que soltava balões.

O próprio cantor lembrou de alguns que estavam por ali... George, John. E, embora esteja de casamento marcado e tenha evitado fazer citações, a "gatchinha" Linda.

Mas teve outra que apareceu.
De início, amarelada pelos holofotes no horizonte. Apontada por alguns e vista apenas do lado Oeste do estádio. O lado que não teve ingressos esgotados nos primeiros minutos de venda. O lado em que eu não estaria, se os ingressos não tivessem esgotado.

Depois de aparecer e ser vista, ela subiu, branca e minguante, mas quase toda à mostra. Para quem quisesse ver... Assistiu ao show e, quase no final, sumiu da minha vista.

Engraçado como ela aparece nos momentos mais marcantes.
E todos, com música.
Ela deve gostar mesmo de música...

Dessa vez, não pude prestar atenção nela. Não tinha como...
Mas, vez ou outra, era inevitável encará-la.
E o momento mais forte, aquele que a memória guardou, foi exatamente o momento que me dei conta da presença dela... E uma música, como sempre, começou a tocar.



Mas a emoção maior do show foi mesmo o próprio show.
Tantas músicas conhecidas.
Cresci ouvindo Beatles e a carreira solo do Paul, por influência direta da minha mãe.
Por isso, foi um "show-família".
Músicas familiares, cercado de familiares.
Marcante, como poucos...

Espero que meu avô, a Cássia e a Lua tenham curtido tanto quanto eu.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fim de encontro: pra salvar o coração...

Vi um vídeo agora que me lembrou fim de encontrão.

Quem viveu fim de encontrão sabe do que estou falando...
O Encontro em questão é com Cristo.
Tem um significado religioso.
Mas não digo que tenha sido porque a música fala em oração que me lembrou fim de encontrão.

Na verdade, o sentido do que falo não é religioso. Embora possa ser considerado.
Porque, a meu ver, Deus está na alegria. No amor.
Mas não quero que isso se torne mensagem religiosa.
Não quero falar apenas pra quem acredita.
Porque o sentido real do fim de encontrão é outro.

Fim de encontrão é a emoção.
Uma emoção boa...
Uma vontade de beijar postes, de abraçar o inimigo, de dizer ao amigo do lado o quanto ele é importante. É a sensação do bêbado... Sem a necessidade do álcool.
É a alegria da partilha.
É uma alegria maior só por estar vivo.
É a alegria de ser vida.

E acho que muitas outras coisas podem gerar essa alegria.
Não é só o fim do encontrão.
O vídeo, a música, a festa dos músicos me passaram um pouco disso.

Todos os dias poderiam ser assim.
Mas a emoção diminuiria...
E é por ser uma sensação rara que se torna boa.
Não vira cotidiana.

O importante, acho eu, é não deixar a emoção ser esquecida.
E buscar, aproveitando os momentos que são de fim de encontro.
Pra, é claro, salvar o coração!



O início é morno...
E a música repete.
Mas vai ficando melhor, melhor...
Vejam até o fim.
Que o fim do encontro está lá.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Retrato Falhado



Curta de André Warwar, com roteiro e atuação de Celso Taddei.
Baseado no conto de Zé Dassilva.
E grande elenco.



Acabo de chegar do lançamento do filme.
A história tem sua boa dose de humor, ironia e a produção é de qualidade (direção, arte, fotografia...).

...Até aqui, estou sendo um crítico moderado, sem bajulações.

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...Mas a partir de agora, inevitável misturar o emocional.

Trabalhei com o André há muitos anos.
Foi uma das poucas pessoas que me deram um sim no mercado competitivo do audiovisual.
Mesmo sem ter segurança em quem estava chegando, sem indicações ou portfólios, ele, Alice e, de certa forma, o Léo acreditaram no sonhador.
Fui e sou grato até hoje.

Não encontrei o André, ou o Warwar, na maioria dos anos que se passaram.
Na confusão de estreia, foi inevitável apenas a troca de sorrisos, um abraço rápido e um parabéns.
E enquanto ele discursava, antes da exibição do filme, fiquei pensando no salto do tempo.
Na elipse...
No fade.
A vida passa, nos afasta das pessoas e, quando vemos, elas "cresceram".

Não pude deixar de ficar feliz com a evolução do diretor e com a certeza de que as coisas vieram para ele. Cinema cheio, aplausos...
E o mais importante, um filme novo "na lata".
Sonhos dos tempos de dureza merecidamente concretizados...

E a felicidade de agora é, também e simplesmente, por perceber que as coisas vêm.
Saí com a vontade de poder viver mais momentos assim... De partilha.
Encontrar mais pessoas que passaram por esse meu filme e constatar que elas estão bem... Que os personagens evoluíram, seguindo seus objetivos, na direção do 'final feliz'.
Isso também me dá esperança de que a história me leve para onde quero.
Ou, ao menos, para onde preciso ir...
(Sei que a vida são momentos e que o ser feliz é poder seguir, sem final. E todo aquele papo de auto-ajuda. Mas vocês entenderam a metáfora...)

Como não existe uma forma de incentivo à exibição de curtas-metragens - além de festivais, do Canal Brasil e da TV Brasil - não sei quando e onde o filme poderá ser visto.
Não posso indicar o cinema, a sala...
Mas, assim que souber de uma oportunidade, divulgo pelos meios sociais.
Aguardem.

Ao André, desejo que este seja apenas mais um passo de um caminho maior...
Apenas mais uma sequência da primeira metade do longa-metragem.