quinta-feira, 28 de julho de 2011

A Rádio Atividade leva até vocês...


Tenho mania de jogar vídeos no Facebook.
Muitos são de música...
Músicas que estou ouvindo, que refletem o momento da vida, que lembram alguém ou simplesmente alguma que quero comentar...
Na maioria das vezes, independente da motivação pessoal, o intuito é também dividí-las.

Encontrei hoje um link que mostra todos os links, seja do blog, de sites, de fotos ou de vídeos.
Resolvi fazer uma lista apenas com as músicas publicadas... Pra tentar ver o todo.
Eis abaixo as músicas que já passaram por lá...
Tem pra todos os gostos.

A Rádio Atividade já trouxe até vocês:
Alice Cooper - No More Mr. Nice Guy
Daddy Yankee - Llamado de emergência
AC/DC - It's a Long Way To The Top (If You Wanna Rock N' Roll)
Ângela Rorô – Compasso
Mauricio Baia – Lembrei
Anne Duá – Indecente
Premeditando o breque - Balão Trágico
Ramones - Rock and Roll Radio
Michael Jackson - Man In The Mirror
Roger Ridley (Playing For Change ) - Bring It On Home
Etta James - I'd Rather Go Blind
A Banda Mais Bonita da Cidade (ao vivo) - A Balada da Contramão
Song Around the World | Playing For Change - One Love
Paralamas do Sucesso (Rock In Rio I) - Inútil
Jorge Benjor e Caetano Veloso - Ive Brussel
Trio Irakitan e Eliana – Hino ao músico
Oswaldo Montenegro - Celeiro (edição amadora)
Paul McCartney (Rio de Janeiro 2011) - Hey Jude
A banda mais bonita da cidade – Oração
Smashing Pumpkins - Bullet with Butterfly wings
Grande Otelo (A Arca de Noé 2) – O Porquinho
Paul Mccartney & Wings – Jet
Elis-Regina - Redescobrir
Boca Livre - Quem tem a viola
Leo Jaime e João Penca e Os Miquinhos Amestrados - Conquistador Barato
Sharon Jones & the Dap-Kings - I Learned the Hard Way
O Espírito da Coisa – Teresa
Araketu - Símbolo do Coração
Across The Universe: Bono - I Am The Walrus
LevaNóiz - Liga da Justiça
Estereograve - Tudo Vai Passar
Titãs (no Globo de Ouro, 1988) - Go Back
Blood Sweat & Tears - Spinning Wheel
Chimarruts - Não deixe de sonhar
Alessandra Maestrini (Utopia) - "O que será"(em inglês)
Sandra de Sá (no Cassino do Chacrinha - 1988) – Não vá
Frejat (Tributo a Simonal) - Vesti azul
Alexandre CROF - No seu olhar
Gaza - Assim Como Eu
Jota Quest - Do seu lado
The Killers - Somebody Told Me
John Lennon - Happy Christmas (War Is Over)
Julian Casablancas – 11th Dimension
Duffy - First Cut Is The Deepest
Os Abelhudos (DVD Festa Ploc) - O Dono da Terra
Banda Vexame – Siga seu rumo
Cee Lo Green – Fuck you
Elenco de Almost Famous - Tiny Dancer
Eurotrip: lustra - Scotty doesn't know
Casaca - Anjo Samile
Dobie Gray - Drift away
Os Trapalhões e Lucinha Lins - Todo mundo deve ser mais criança
As Chicas (no Canecão)- Baião de rua / Menina amanhã de manhã
Peça - Vale Encantado 2007 - Lobo Mau
Razão Brasileira – Naturalmente
Twisted Sister - I Wanna Rock
The Beatles - All You Need Is Love
Kenny Lattimore And Chante Moore - Tonight (2 Step)
Marina de la Riva e Orquestra Imperial - Cachito
Across the Universe: Dana Fuchs - Don't let me down

Em breve, mais músicas...
Porque é ela que alimenta o sangue rabugento.

Se alguém quiser sugerir, estamos abertos a avaliação!
Fiquem ligados!

OBS: Postando abaixo um dos vídeos, que na verdade é uma versão de música conhecida em uma peça.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Politicamente correto...

A questão de ordem é o politicamente correto.
Seios e nus na TV aberta não são mais tão aceitos... (Aparece, mas com ressalvas).
Crianças não cantam mais o atirei o pau no gato, porque é incitação à violência.
E o que mais se questiona com todos os casos analisados nos dias de hoje é se isso tudo é realmente necessário.

Eu digo...
Não sou violento, não cometo crimes...
Nunca matei um gato, um cachorro ou outro animal maior. Ao menos, não diretamente. (vacas, porcos, galinhas e peixes morrem por minha causa - mas essa consideração eu só coloco para agradar e evitar mais comentários dos vegans e vegetarianos de "plantão").
Animais menores, alguns. Mas não os mato se não for por necessidade. Se uma formiga não estiver em cima da minha comida, se um mosquito não estiver me mordendo, se uma barata não estiver entocada e não insistir em me perseguir, não tenho porquê matá-los... E não o faço.

Não sou adepto da caça.
Não sou adepto da violência doméstica.
Não sou de brigar...
Não sou pervertido.
(Não aparentemente...)

Enfim...
Passei por uma infância repleta de imagens sexualizadas e menções à violência e à crueldade humana, mas nem por isso fiquei traumatizado ou fui influenciado.
E sei que a maioria das pessoas da geração também não.
Se há perversão e agressividade excessiva em parte dessa geração, a culpa não está nas músicas, nas histórias infantis, nos programas de TV, nos livros, nos quadrinhos ou nos filmes.

Não estou aqui levantando bandeira para uma liberação geral, para o bundalelê.
Acredito que cada pai tem o direito de criar o seu filho como quiser...
Só não sou adepto da proteção excessiva e da alienação.
A vida está aí...
E se essas crianças não conhecem as coisas da vida com naturalidade, o problema pode ser maior ali na frente.
E mais...
Se essas crianças não aprendem com naturalidade dentro de casa, vão naturalmente aprender fora dela... Sabe-se lá como.

Em todo caso, nada do que eu digo é novo também.
Esse texto todo é para postar duas músicas do passado.
Duas músicas que seriam proibidas nos dias de hoje...
Duas pérolas que foram feitas na época certa, caso contrário não teriam direito de existir.

A primeira, eu nem sei como foi liberada.
Mesmo nos anos 80.
Como a violência era muito explícita em "O cravo brigou com a rosa..." (para as feministas, a música diz que ela ficou despedaçada, mas pelo sentido, a violência física mesmo foi contra ele) Martinho da Vila deu o seu tom de malandro de Vila Isabel a uma versão bem original.
Foi de um extremo ao outro. Pra quê brigar, cravo e rosa?
O engraçado é que, depois dos versos da cantiga popular, ele fala exatamente do lado lúdico da infância.
A música fez parte do disco do "Clube da Criança", que trazia uma foto da Xuxa com um short bem curto.



A segunda, eu já coloquei no Facebook com comentários afins.
Trata-se de Vinícius de Moraes para crianças.
Essa é especial para os vegetarianos e vegans.
Se fosse hoje, a música deveria falar do colesterol, da pressão, da gordura...
E viria com alertas importantes que diriam... Não mate o porquinho, ele é nosso amigo e já sofre que é uma beleza. Lembre-se do rostinho do Babe antes de comer uma pizza de calabresa.



OBS: Com a tia Vaca do lado, vestido de anjinho pro céu voarei... Isso é sensacional.

sábado, 25 de junho de 2011

Japinha virtual...

Um grupinho teen do Japão chamou atenção em um comercial porque uma das integrantes era, na verdade, um mix das feições de todas as outras integrantes... Logo, não existia.

Foi meio decepcionante para os japoneses que foram arrebatados pela candura da menina.



Cá pra nós - não querendo parecer pedófilo nem nada - mas as outra meninas, individualmente, também são bonitinhas.
Nem precisava de tanta decepção...
OBS: A menina virtual tem um lado do rosto diferente do outro... Nem é tão legal assim.

Têm coisas que só os japoneses fazem.
E só os japoneses pra ainda se decepcionarem com a criação dos próprios japoneses.
(A música fica na cabeça também... embora não façamos ideia do que seja dito).

terça-feira, 21 de junho de 2011

Não deixe de sonhar

Mais uma do rabugento otimista.

Essa música sintetiza bem o clima de tudo que tá rolando...
E digo "tá rolando" porque esse é o tom da música.
Uma vibe. Um jammin´.

Sim... É o reggae "comercial" do Chimarruts.
Em uma música simples.
Mas se é na simplicidade que ela já diz tudo, é ela que tem que rolar...

E se alguém te encontrar e perguntar por mim...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ar Mar Ação...

Bafos, cascatas e armações!
A voz de Nara Gil surgia do aparelho de TV e as noites de sexta-feira melhoravam...
Uma ou duas vezes por mês, a imaginação corria solta na cabeça do menino de classe média, que saía pela janela do prédio em Botafogo e mergulhava sem paraquedas.
De asa-delta, a plainar...



Lembro da noite em que vi a primeira aventura da turma da Armação Ilimitada.
Esse piloto... Em episódio especial da Sexta Super.

Como parte da geração oitentista, vivenciei cada momento de cada episódio posterior...
Cada investida e ideia genial (de olho na gata e na grana) do malandro Lula.
Cada cantada, meditação e golpe de caratê do inconstante Juba.
Cada citação, reportagem e encrenca da multifacetada Zelda Scotti.
Cada descoberta, piada e paquera do pequeno (pra eles) Bacana.
Cada sanduíche, loucura e conselho da loba Ronalda Cristina.
Cada participação e transformação "chocante" do Chefe.
E cada narração e música apresentada pelo(a) Black Boy.

Na época, como já tínhamos um vídeo cassete, gravava os episódios e revia dezenas de vezes, com ou sem a minha irmã.
Como as fitas eram poucas, a gente acabava desgravando com o tempo...
E fui perdendo-os aos poucos.

Após a exibição normal da série, lembro que houve mais duas reprises...
Uma na própria Rede Globo, nos domingo de manhã. Na década de 90.
Depois, na década passada, no Multishow.

Há uns dois anos, eu comprei o box com DVDs.
Embora alguns episódios que foram marcantes estivessem na caixa, nem todos estavam lá... Mas revi apenas esses dez episódios, escolhidos pelo diretor Guel Arraes, com a memória trabalhando pra reviver os demais.



Só agora, que a série começou a ser reprisada no Canal Viva, resolvi correr atrás de torrents da série. Consegui baixar todos os episódios exibidos no Multishow (que não exibiu apenas o último ano da série) e rever muitos dos que lembrava.

Todos sabem...
A Armação era uma série com uma nova linguagem, um novo formato.
Uma proposta jovem... Não apenas em tema, mas em essência.
E que acabou se moldando com o tempo para o público que mais comprou a fórmula: as crianças.

Mas embora muitas mensagens fossem realmente para esse público, hoje vejo como muita informação não era compreendida. Metáforas, paródias ou simples deboches e citações, que iam muito além do que a infância podia alcançar.

Muitas vezes os autores faziam apenas a piada pela piada.
Mas se pensarmos num Brasil em plena abertura política, pré-Constituinte, recém-saído de uma ditadura e de uma censura ferrenha, não é de se estranhar que a liberdade de criação fosse estimulada.
Muito mais do que hoje em dia...

O que nos faz pensar...
Hoje, se houvesse a proposta de uma série em que uma jovem jornalista namorasse com dois surfistas ao mesmo tempo e que tudo fosse vivido sob o olhar de um menino de rua, adotado pelo grupo, certamente o juizado de menores cairia em cima. E, se houvesse série, tudo seria exibido depois das 23 horas, horário mais indicado para fugir da audiência infantil. Sem a força das crianças, a série não passaria do primeiro ano.

Não sei...
Muita coisa melhorou, é claro.
Muitas ferramentas e meios ajudam hoje o nosso cotidiano.
Mas vivemos distantes dos outros e da vida.
Vivemos um moralismo involuído.
Uma excesso de tato e, ao mesmo tempo, uma falta de aproximação.

Essas tramas encontradas não me levaram ao saudosismo, porque isso já nem me toca tanto. Esses episódios escondidos levaram-me à constatação de que muito daquela ideologia (que ali era meramente ficcional, mas que espelhava algo real e maior) se perdeu.

Não era inocência, pelo contrário.
Era sim uma permissividade... Mas uma permissividade sadia, repleta de simplicidade, que não combatia moral nem acreditava viver sem ela (as mensagens com fundo moral estavam lá, escancaradas e auto-ironizadas), mas que fazia questão de lembrar aos jovens e pequenos da importância de se viver com liberdade. Liberdade que começava a ser reconquistada e valorizada.
Liberdade de expressão, de criação, de opinião e, principalmente, de ir e vir...
De decidir o que se quer pra si.
De seguir ou não o padrão, o sistema e a convenção.

Tudo voltado para um mundo mais saudável, mais preservado, mais imaginativo, mais lúdico e essencialmente mais feliz.
A vida plena, como uma história ("...que poderia acontecer a qualquer um de vocês...") repleta de possibilidades, com armações e alegrias ilimitadas.

Enquanto o mundo rola, enquanto rola o som...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tudo é possível...

Deixar uma mensagem positiva.
Por incrível que pareça, esta tornou-se a máxima do blog rabugento.

Já me disseram algumas vezes que não sou rabugento.
Mas sei que tenho os meus muitos momentos de rabugice.
Em todo caso, sou aquele que está sempre buscando renovação.
Inclusive de humor.
Nem sempre encontro, mas a busca por si só já é muito válida.

Hoje resolvi deixar apenas a mensagem do Estereograve.

Há dois meses livrei-me de uma "algema invisível".
E recomecei... Do início (o que é uma redundância, mas como nem sempre fazemos... Geralmente, tentamos recomeçar do meio e insistir em erros).

O caminho voltou.
E tive uma conversa boa naquele momento, com um amigo que também recomeçou.
Foi importante ver que ainda existem pessoas que tentam manter-se vivas.
Manter a sanidade, a criação e as possibilidades.

A sorte é importante.
Mas continuo tentando trazê-la, ao invés de esperar por ela.
"Mostrando ao destino o que é melhor..."

O mundo nos espera outra vez...



OBS: Música de estúdio sobre imagens de show... Sem ser um videoclipe. Porque o importante é o que ela diz...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Paul McCartney, família e outras presenças

Meio tarde pra falar do show do Paul McCartney.
Meio tarde pra falar da alegria do dia.
Mas vale lembrar alguns momentos.


Domingo, eu estava lá.
E várias outras pessoas... Milhares.
Mas as pessoas que trazia comigo não eram muitas.
Além da família Braga, bem representada por mãe, irmã, cunhado, tios e primos, meu avô também foi conosco. Porque não teve como deixar de lembrar dele, vendo filhos e netos reunidos. Minha avó ficou em casa, porque não tem mais idade para sair por aí, pegando metrô, correndo por plataformas de trens. Além disso, show de rock é para a juventude. Mas meu avô esteve lá, de alguma forma.

Além dele, quem apareceu também foi a Cássia... Ouvir "I´ve got a feeling" e "Get Back" da voz de um beatle já é lembrar dos Beatles. Mas as versões da Cássia Eller foram comigo. Considerando que há 21 anos ela não era conhecida, e sem saber se ela conseguiu ir àquele show no Maracanã, tive a certeza de que ela era uma que deveria estar por ali, aproveitando a chance de ver um beatle no Brasil. Provavelmente, estava circulando pela pista prime, pra ver mais de perto. Entre alguém que segurava uma plaquinha com um "Na", e outro que soltava balões.

O próprio cantor lembrou de alguns que estavam por ali... George, John. E, embora esteja de casamento marcado e tenha evitado fazer citações, a "gatchinha" Linda.

Mas teve outra que apareceu.
De início, amarelada pelos holofotes no horizonte. Apontada por alguns e vista apenas do lado Oeste do estádio. O lado que não teve ingressos esgotados nos primeiros minutos de venda. O lado em que eu não estaria, se os ingressos não tivessem esgotado.

Depois de aparecer e ser vista, ela subiu, branca e minguante, mas quase toda à mostra. Para quem quisesse ver... Assistiu ao show e, quase no final, sumiu da minha vista.

Engraçado como ela aparece nos momentos mais marcantes.
E todos, com música.
Ela deve gostar mesmo de música...

Dessa vez, não pude prestar atenção nela. Não tinha como...
Mas, vez ou outra, era inevitável encará-la.
E o momento mais forte, aquele que a memória guardou, foi exatamente o momento que me dei conta da presença dela... E uma música, como sempre, começou a tocar.



Mas a emoção maior do show foi mesmo o próprio show.
Tantas músicas conhecidas.
Cresci ouvindo Beatles e a carreira solo do Paul, por influência direta da minha mãe.
Por isso, foi um "show-família".
Músicas familiares, cercado de familiares.
Marcante, como poucos...

Espero que meu avô, a Cássia e a Lua tenham curtido tanto quanto eu.